Fecho os olhos e escuto
a vida a pulsar ritmada
pelo bater que executo
mesmo assim sem pensar nada
a não ser este ritmo
primordial ao Universo
ao qual dou algoritmo
e a alforria em verso
sons para um soneto formo
nesta composição do canto
onde o silêncio transformo
apenas me mudo expressão
dando rosto ao meu espanto
do silêncio, eu, faço canção!
Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
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